De novo o papo de pastora!?

Sobre a questão de ordenação de mulheres a pastora está acontecendo uma verdadeira histeria em torno disto, e sinceramente vejo que todos estão olhando para o lado errado. A guerra se tornou entre se existe ou não pastora na bíblia, se mulheres podem ou não ser ordenadas.

Então vamos considerar alguns pontos:

1. O argumento de “não existe ‘pastora’ na bíblia” é superficial. Se for assim eu pergunto onde existe “pastor” na bíblia. Vamos lá: Onde tem alguém sendo ordenado pastor na bíblia?. Com exceção dos pastores de ovelha do Antigo Testamento o único pastor da bíblia é Jesus.

1.1 Se está me dizendo que tudo o que fazemos tem, necessariamente, que ter um precedente bíblico exato. Vamos então procurar base bíblica para: Ceia aos domingos, curso de batismo, disciplina para quem “caiu da fé”, ficha de membro, gravata para os homens, saia para as mulheres, hinário, reunião ministerial, curso de obreiros, etc?

2. Dizer que não existe “sacerdotisa”, “apóstola”, etc é outra forma de não avaliar o contexto. Nos tempos bíblicos as mulheres nem eram “donas do próprio nariz”, um testemunho de mulher nem era aceito em tribunal. Então assumir posição formal de liderança era (quase) impossível.

3. Havia muitas sacerdotisas entre os povos vizinhos a Israel, mas eram sacerdotisas cerimoniais (sexuais), então Israel fugia desta imagem. Logo não há paralelos em israel.

Quando mesmo começamos a debater pastora?

Foi quando mulheres pregaram, ajudaram na igreja, foram para o campo missionário? Ou quando as Bispas e Apóstolas neopentecostais começaram a pregar heresia e praticar os “atos proféticos” por aí?

Então não estamos discutindo “pastora”, mas sim os conhecidos “falsos mestres”. Estes que desde os tempos dos apóstolos ainda vivos já estavam sendo denunciados pelos seus erros e graves ataques ao evangelho de Cristo. Na bíblia Paulo, Tiago, Judas e não apenas estes lutaram contra o falso ensino na igreja. Atacar o “ministério feminino” é colocar todas as mulheres, seja fiéis ou infiéis no mesmo “balaio” e condenar todas.

Importa o nome que se da ao cargo ou o que se faz na prática?

Se uma mulher ensina, aconselha, serve a igreja, prega, etc. Isto sim é importante para o reino de Deus. O nome que se dá ao cargo ou é pouco importante; na minha opinião ter um cargo formal é indiferente, tanto quanto o nome que se da a ele. Quantas vezes temos alguém na igreja sem título algum, mas é um exemplo de cristão, enquanto outro com o título que tem envergonha a igreja.

Por outro lado devemos ter cuidado ao usar o argumento mundano de que “as mulheres estão ganhando espaço, então a igreja deve seguir“. Afinal de contas nós não seguimos o padrão do mundo. Porém é salutar lembrar que a bíblia nunca menosprezou as mulheres, inclusive temos mulheres de honra na bíblia e que mostraram seu valor para a história. Um bom exemplo é Paulo, ao falar para Timóteo que ele deveria ter a fé de sua mãe e avó (2 Timóteo 1:5).

Os cargos na bíblia sempre foram masculinos

Não podemos ignorar que a bíblia sempre trouxe homens na liderança e nos principais cargos. Logo é salutar considerar o padrão bíblico. Sabemos que o conservadorismo erra menos que o liberalismo. Ainda assim é inegável que existem mulheres competentes entre nós, e certamente temos muito a perder caso não usemos este potencial.

Voltando à “ordenação” mais propriamente dita não consigo ver que isto muda a vida natural ou espiritual de alguém. Não penso que fazer uma oração, passar (ou derramar) óleo em alguma pessoa, enquanto declarar este ou aquele título/cargo vai mudar qualquer coisa na vida de alguém.

O que importa a ação ministerial

Eu sempre evito o uso de exemplos e testemunhos pessoais, acho que isto minimiza o debate e usa um caso muito específico para tratar de assuntos amplos. Mas quero terminar este artigo com a minha história ministerial.

Quando fui ordenado pastor eu ouvi de algumas pessoas: “pensei que você já era“; Isto porque minha atuação na igreja já era de acordo com a de um pastor. Quando veio a ordenação nada mudou. Para muitas mulheres é a mesma coisa, ordenando ou não elas vão trabalhar para o reino de Deus. Já as falsas cristãs e hereges, ordenando ou não ela sempre serão uma maldição para a igreja.

Por: Ricardo Moreira Braz do Nascimento

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