Poder & Autoridade – De Deus e, aos homens

O verdadeiro poder, a capacidade de exercer autoridade com eficácia, pertence somente a Deus (SI 62.11) e se mostra na criação (Sl 148.5) e na sustentação do mundo (Sl 65.5). Ele delega parte de sua autoridade a pessoas (Gn 1.26; Sl 8.5), mas também demonstra seu poder nas questões humanas (Êx 15.6).

Jesus recebeu toda autoridade (Mt 28.18) e a usou para perdoar pecados (Mt 9-6) e expulsar espíritos malignos (Mt 10.1), ministrando no poder do Espírito Santo (Lc 4.14). O mesmo poder era ativo na vida da igreja (At 4.7,33). Paulo viu o poder de Deus manifestado de m aneira preeminente na ressurreição de Jesus (Ef 1.19), um poder que está a disposição para fortalecer o que crê (Ef 3.16).

As Escrituras deixam claro que todo poder e autoridade pertencem em última análise a Deus, sendo um aspecto de sua soberania imutável, universal e eterna sobre sua criação (Sl 29.10), pelo qual ele pode lidar com as pessoas com o lhe apraz (Rm 9.2) e alega que tudo deve sujeitar-se a ele. Em toda a Bíblia, sua autoridade é demonstrada pela realidade de seu julgamento sobre aqueles que ignoram ou desafiam sua alegação. No AT, ele exercia autoridade por meio de profetas, sacerdotes e reis e por intermédio das Escrituras registradas (2Rs 22.23).

Com o homem e Messias, Jesus recebeu autoridade delegada reconhecida pelo centurião (Mt 8.8); com o Filho de Deus tinha autoridade própria. Isso se expressa por meio do julgamento (Jo 5.22-27), da finalidade de seu ensino (Mt 7.28) e de seu poder para expulsar demônios (Mc 1.27) e para perdoar pecados (Mc 2.5). Depois da ressurreição, ele declarou ter recebido a soberania sobre o mundo (Mt 28.18) e foi proclamado soberano divino em At 2.36.

Os apóstolos eram representantes convocados de Cristo e receberam dele autoridade para fundar e regulamentar sua igreja (2Co 13.10). Eles prescreveram disciplina em seu nome (1Co 5 4), apresentaram seus ensinos com o verdade divina (1C o 2.9) e esperavam que suas decisões fossem recebidas com o ordem do Senhor (1Co 14.37). Cada geração de cristãos deve sujeitar sua fé e vida às normas que esses representantes registraram nos documentos do NT, fazendo com que sua autoridade tenha valor permanente.

Os líderes da igreja também podem reivindicar obediência quando cuidam da igreja sob a autoridade de Cristo (Hb 13.17). Os cristãos devem observar a autoridade do Estado no que for compatível com os mandamentos diretos de Deus (Rm 13.1-6; At 4.19) e a autoridade na família, dada aos maridos e aos pais (Ef 5.22; 6.1). Jesus ensinou seus seguidores a servirem uns aos outros, não a se governarem mutuamente (Mt 20.25).

Fonte: Dicionário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova 2.000

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