O livro de Mórmon e a Seita Mórmon

A seita Mórmon

O Mormonismo teve início com Joseph Smith Jr. que nasceu em 25 de Dezembro de 1805, em Vermont. Ele era o quarto filho de  Lucy e Joseph Smith. O pai de Joseph era conhecido como caçador de tesouros enterrados, particularmente o do Capitão Kidd e sua mãe era extremamente supersticiosa.

Joseph Smith Jr. afirmou que estava perturbado pelas diferenças entre as denominações do Cristianismo e perguntava-se qual seria a verdadeira. Em 1820, quando ele tinha 14 anos, ele foi para a mata para orar a respeito disto e alegou que Deus, o Pai, e Jesus apareceram a ele e lhe disseram para não unir-se a qualquer daquelas igrejas denominacionais.

Três anos depois, em 21 de setembro de 1823, quando tinha 17 anos, um anjo chamado Moroni, que supostamente era filho de Mórmon, o líder de um povo chamado Nefitas, que tinha vivido na América, apareceu a ele e lhe disse que fora escolhido para traduzir o Livro de Mórmon que fora compilado pelo pai de Moroni perto do quarto século.

O livro fora escrito em placas de ouro e escondido próximo de onde Joseph vivia em Palmyra, Nova York. Joseph Smith disse que em 22 de setembro de 1827 ele recebeu as placas e que o anjo Moroni o instruiu a iniciar o processo de tradução. A tradução foi finalmente publicada 1830 como o Livro de Mórmon. Joseph afirmou que durante este processo de tradução, João Batista apareceu-lhe e ordenou-lhe que completasse o trabalho divino de restaurar a verdadeira igreja pela pregação do verdadeiro evangelho que, alegadamente, havia se perdido da Terra.

Depois da publicação do Livro de Mórmon, o mormonismo começou a crescer. Devido ao fato da sua religião aceitar desvios do Cristianismo, como por exemplo, pluralidade de deuses, poligamia (dizem que Joseph teve 27 esposas), etc., a perseguição forçou-os a mudarem-se de Nova York para Ohio, depois para o Missouri, e finalmente para Nauvoo, Illinois. Depois de ser acusado de quebrar algumas leis em Nauvoo, inclusive por destruir uma gráfica que estava imprimindo uma publicação que alertava contra o mormonismo. Joseph e seu irmão Hyrum terminaram presos. Depois, uma multidão invadiu a cadeia e matou Joseph e seu irmão.

Depois da sua morte, a igreja dividiu-se em dois grupos: um liderado pela sua viúva, que voltou para Independence, Missouri. Eles eram conhecidos como Reorganized Church of Jesus Christ of Latter-day Saints (A Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias). Eles afirmavam ser a igreja verdadeira e permaneceram afirmando ter a sucessão legal da presidência da igreja que fora passada para o filho de Joseph Smith por ele mesmo. O outro grupo, liderado por Brigham Young, foi para Utah onde, em 1847, chegaram ao Lago Salgado e fundaram a cidade de Salt Lake City. Brigham teve 25 esposas e acumulou muita fortuna.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons) chama o centro de sua fé, a cidade de Salt Lake City, em Utah, EUA, de Sião, pois é ali que se encontram seu templo e seus principais cultos religiosos.

As principais doutrinas dos Mórmons

Bíblia

“A Bíblia é a Palavra de Deus, escrita pelos ho­mens. É básica no ensino mórmon. Mas os santos dos últimos dias reco­nhecem que se introduziram erros nesta obra sagrada, devido à forma como este livro chegou a nós. Além do mais, consideram-no incompleto como guia. Suplementando-o, os “santos dos últimos dias” possuem três outros livros. Estes, como a Bíblia, constituem as obras-padrão da Igreja. São conhecidas como Livro de Mórmon, Doutrinas e Pac­tos, e A Pérola de Grande Preço.” (Quem são os Mórmons? pág. 11).

Deus

“Agora ou­vi, ó habitantes da terra, judeus e gentios, santos e pecadores! Quan­do nosso pai chegou ao jardim do Éden, entrou nele com um corpo ce­lestial, e trouxe consigo Eva, uma de suas esposas. Ele ajudou a organi­zar este mundo. Ele é Miguel, o Ar­canjo, o Ancião de Dias! acerca de quem santos homens têm escrito e falado – ele é o nosso Pai e nosso Deus, é o único Deus com quem de­vemos lidar.” (Brigham Young, Re­vista de Discursos, V.I, págs. 50,51).

Jesus Cristo

“Ele não foi gerado pelo Espírito San­to…” (Revista de Discursos, 1-50). “Jesus Cristo foi polígamo: Maria e Marta, as irmãs de Lázaro eram suas esposas pluralistas, e Maria Madalena era outra. Também a fes­ta nupcial de Caná da Galileia onde Jesus transformou água em vinho, foi a ocasião de um de seus casa­mentos.” (Brigham Young, Wife n” 19, 384).

Igreja

“É eviden­te que a Igreja foi literalmente ex­pulsa da terra… Mas o Senhor em sua misericórdia providenciou o res­tabelecimento de sua Igreja nos úl­timos dias, e pela última vez… Foi já demonstrado que essa restaura­ção foi efetuada pelo Senhor através do profeta Joseph Smith.” (Media­ção e Expiação, págs. 170, 171, 178).

Batismo pelos mortos

Os mórmons ensinam e praticam tal batismo interpretando falsamente 1 Co 15.29, que alude a uma prática herética entre os falsos mestres dos dias de Paulo, mas de modo nenhum a aprova.

Matrimônio

“O matrimônio, na teologia mórmon. é um contrato sagrado, ordenado di­vinamente. Sob a autoridade do sa­cerdote, um homem e uma mulher são casados não somente para essa vida como marido e esposa, mas também para a eternidade.” (Quem são os Mórmons? pág. 13).

O Livro de Mórmon – O outro testamento de Jesus Cristo

Trata-se do alegado registro sobre antigos habitantes do continente norte-ameri­cano, recebido por Joseph Smith Jr, por parte de visitantes angelicais, na primavera de 1820 e em setembro de 1823. Ele teria sido levado a encontrar placas de ouro, a 22 de setembro de 1827. Smith teria sido capacitado a traduzir esse material para o inglês, mediante o uso de certos óculos mágicos, e o resultado foi o Livro de Mórmon.

O próprio livro foi publicado pela primeira vez em 1830. Seguiram-se desde então mais de cem edições do mesmo. O livro narra três ondas migratórias para a América do Norte:

  1. Em cerca de 2200 a.C., da torre de Babel. Toda essa gente pereceu,
  2. Descendentes de Manassés, de Jerusalém, em cerca de 600 a.C.
  3. Uma colônia de Jerusalém, liderada por um filho de Zedequias, em 588 a.C.

Dessas duas últimas imigrações, duas tribos se formaram, a dos Nefitas e a dos Lamanitas. Essas tribos foram visitadas por Cristo, após a Sua ressurreição, e durante duzentos anos viveram em paz. Mais tarde, em cerca de 400 d.C., a guerra destruiu todos os Lamanitas, os quais, de acordo com as crenças mórmons, teriam sido os antepassados dos índios norte-americanos.

O Livro de Mórmon é o livro sagrado dos Mórmons (ou Santos dos Últimos Dias), A origem do Livro de Mórmon é considerada sagrada e divina por cerca de três milhões de mórmons espalhados pelo mundo, mas reputados apócrifos (nao sagrado) por estudiosos de diversas linhas teológicas e que têm investigado tal reivindicação.

Em linhas gerais os argumentos são de que não há qualquer evidência arqueoló­gica que confirme diretamente a existência das tribos ali descritas. Os críticos percebem muitos anacronis­mos no tocante a referências e citações, que são óbvios empréstimos verbais do Novo Testamento e que aparecem em alegados tempos veterotestamentários, ou antes de Cristo.

Esses muitos empréstimos verbais do Novo Testamento mostram que o autor do livro de Mórmon estava bem familiarizado com os escritos cristãos. Mas a objeção é respondida com a declaração de que isso veio por meio de inspiração, tornando-se então, uma questão de fé.

A objeção mais séria contra o mormonismo é que esse contém doutrinas inteiramente contrárias àquela que ensina o cristianismo bíblico. Isso diz respeito especialmente à doutrina de Deus, que em linguagem ortodoxa ensina que Deus tem um corpo físico. Todos os seres huma­nos, incluindo Jesus Cristo, foram gerados por Deus no começo, antes de nascer na terra. Jesus se tornou Deus, e nós também podemos nos tornar deuses.

Outra questão é que Deus é apresentado como um organizador, e não como criador (a matéria é considerada eterna), e que presumivelmente evoluiu a partir de uma condição humana. Deus teria esposas, e mediante uma constante procriação é o pai das almas humanas.

Além do mais, os mórmons são politeístas, pois creem na existência de muitos deuses, embora, segundo dizem, temos responsabilidade somente diante de três, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, os quais seriam deuses separados, e não membros inseparáveis da Triunidade. Portanto, são triteístas, e não trinitarianos. Contra tais objeções, eles afirmam que o conhecimento religioso dos homens tem sido dado progressivamente, e que as diferenças entre a doutrina mórmon e as doutrinas do cristianismo bíblico não são maiores que a diferença entre o Antigo e Novo Testamento, quanto às suas ideias e formas religiosas.

Por: Ricardo Moreira Braz do Nascimento

Referências

Novo Dicionário de Teologia Sinclair. Editora Hagnu. São Paulo 2011

https://carm.org/mormonism/mormonism-unveiled-defended-unvailed/?highlight=smith%20origin

http://www.cacp.org.br/a-historia-do-mormonismo/

Lições Bíblicas CPAD – 1986

Brodie, Fawn M., No Man Knows My History: The Life of Joseph Smith, 2nd ed., New York: Alfred A. Knopf, 1985

R.N Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Editora Hagnus.

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